- out 6, 2010
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A estação mais quente do ano está prestes a começar. Após um longo perÃodo de estiagem, o verão traz com ele as esperadas chuvas. Mas para o trânsito, o tempo úmido ganha ares de transtorno. Os especialistas calculam um aumento de cerca de 30% no número de acidentes graças a um fator em especial: a imprudência.
Sabe aquelas noções de direção defensiva que você estudou para tirar sua carteira de habilitação? Pois é. Em situações como essa, é imprescindÃvel ser um condutor defensivo, adotando uma série de medidas básicas para prevenir um acidente ou minimizar os efeitos dele.
A regra é clara. Tanto com chuva fina como pancadas, o correto é:
• diminuir a velocidade;
• manter uma distância segura do automóvel da frente;
• ligar o limpador e o desembaçador de para-brisa e acender os faróis baixos.
Mesmo assim, algumas irresponsabilidades ainda são percebidas quando se trata de dirigir em dias de chuva.
Erros mais cometidos
Uma das primeiras reações de quem está dirigindo em meio a uma chuva forte é ligar os faróis altos. Atitude errada, porque a água reflete a luz e diminui ainda mais a visibilidade.
Outra falha grave é ligar o pisca-alerta. Além de render multa de R$ 85,13 e quatro pontos na CNH, o sinal pode confundir os demais motoristas, afinal pisca-alerta só deve ser usado com o veÃculo parado.
Há também os imprudentes que querem manter altas velocidades mesmo nas condições adversas provocadas pelo excesso de água na pista. O perigo é ainda maior à noite, já que quanto mais rápido o carro está, menor se torna o campo de visão.
Estacionar no acostamento também é atitude de risco. Como a água diminui a visibilidade, a probabilidade de uma colisão aumenta. O certo é manter o ritmo do fluxo de veÃculos ou parar em um local seguro.
Aquaplanagem
O maior perigo de dirigir com chuva está camuflado. Trata-se da aquaplanagem, situação em que os pneus perdem o contato com o solo graças à pelÃcula de água que se forma na pista, ficando, então, sem aderência. O carro perde o controle e a sensação é que ele está flutuando.

A combinação entre velocidade excessiva e pneus carecas é perfeita para a ocorrência da aquaplanagem. Nessa situação, uma ação brusca pode colocar tudo a perder. Então, aprenda:
• O primeiro sinal é o rastro que os pneus formam na pista. Se (o rastro) for grosso e se mantiver por uma boa distância, o carro não está em uma situação perigosa. Agora, se a marca estiver próxima aos pneus, o veÃculo provavelmente está aquaplanando.
• Nessas situações, nunca freie bruscamente, pois as rodas podem travar e aumentar a possibilidade de uma capotagem.
• Percebendo que o automóvel está aquaplanando, desacelere e deixe que a gravidade recoloque-o em contato com a pista.
• Nada de movimentos bruscos. Mantenha o volante firme.
• Em dias de chuvas, o jogo de pneus deve estar em boas condições de rodagem. Por isso, faça imediatamente a revisão.
Enchentes
Ruas alagadas podem se transformar em altos custos de manutenção caso o motorista opte por enfrentar uma enchente.
Rodas, pneus e suspensão podem ser perdidos devido aos buracos encobertos pela água.

A água aspirada pode danificar os pistões, peças que dão força ao motor. Uma pane por curto pode ocorrer caso a parte elétrica seja atingida. A pintura também pode sofrer estragos.
Nessas circunstâncias, o ideal é deixar o carro em casa. Mas se você está em meio a uma enchente, abandone-o. Desafiar a força das águas pode colocar em risco a sua vida.
Não transforme o seu verão em pesadelo. Procure uma concessionária de confiança e faça uma revisão nos pneus, faróis e para-brisas. E lembre-se: a chuva pode mudar tudo. Dirija para essas condições. É bom para você. Melhor para o trânsito.




