Sem eles, o carro não sai do lugar. Mesmo diante de tamanha evidência, são poucos os motoristas que reservam um tempinho para inspecionar um dos itens mais importantes do seu automóvel: os pneus.

Segundo estatísticas dos órgãos nacionais de trânsito, sete em cada dez motoristas brasileiros não se preocupam com a calibragem deles. Além disso, cerca de 25% não segue a recomendação do fabricante para realizar o procedimento.

A pressão é apenas um dos fatores substanciais que garantem aos pneus durabilidade e bom desempenho. Conseguir a façanha de rodar cinco anos com o jogo em condições razoáveis de conservação requer ao motorista mais que verificar a calibragem periodicamente.

Dirigir com pneus carecas ou mesmo desalinhados resulta em gastos extras com combustível, além de colocar em risco o bem-estar de todos que dependem do automóvel. A partir de agora, você vai saber passo a passo o que é preciso fazer para garantir vida longa aos pneus do seu veículo e, é claro, economizar!

A importância do rodízio

A cada 10 mil quilômetros rodados, o motorista deve providenciar o rodízio dos pneus. Ou seja, colocar os dianteiros no eixo traseiro e vice-versa. A troca vai garantir que o desgaste dos pares seja uniforme.

Quando o rodízio não é feito no prazo certo ou simplesmente não é realizado, os pneus se deterioram de forma irregular. Para resolver o problema, há sempre a saída de substituir um dos pares e manter o outro – uma alternativa econômica. Porém, se feita de maneira incorreta, pode aumentar ainda mais os custos desnecessários no futuro.

O ideal é colocar os pneus novos no eixo traseiro, mesmo em veículos com tração dianteira. Confira aqui por que!

É hora de calibrar! Hã?

Uma avaliação realizada em 2008 com cerca de três mil carros revelou um dado preocupante: 45% dos veículos inspecionados estavam circulando com pressões abaixo do aconselhado. É como jogar por água abaixo toda a tecnologia empregada para garantir a eficiência deste utensílio.

Mas como saber qual é a calibragem certa? Simples! Basta olhar no manual do fabricante, na coluna da porta do motorista ou na tampa de combustível. Vale lembrar também que esses valores mudam conforme o modelo do veículo e a marca. Então:

•    É indispensável verificar a calibragem pelo menos a cada 15 dias.
•    Os pneus devem estar frios, com no máximo, três quilômetros rodados.
•    Do contrário, cada um deve receber pelo menos quatro libras a mais.
•    Em caso de transporte de cargas, bagagens no porta-malas ou passageiros, consulte o manual do proprietário para saber a pressão usada para inflar os pneus.

Pneus carecas nunca mais!

O Código Brasileiro de Trânsito adverte: rodar com pneus carecas é imprudência grave. Além de multa de R$ 127, o condutor perde cinco pontos na carteira de habilitação. E o pior: o carro se transforma em uma bomba-relógio que a qualquer momento pode provocar uma tragédia.

De acordo com estatísticas da Polícia Rodoviária Federal, pelo menos 20% dos acidentes de trânsito no Brasil estão relacionados à má manutenção dos pneus. A probabilidade de perda de controle, derrapagens e colisões cresce na mesma proporção que a adesão ao solo diminui.

Antes que os pneus cheguem ao estado calamitoso de serem intitulados de carecas, adote o hábito de observar periodicamente o indicador de desgaste de rodagem, o TWI. Sim, todo pneu possui este dispositivo, que mostra o limite correto para realizar a troca.

Recapagem: uma questão ambiental

Permitida por lei, a reforma de pneus é extremamente útil ao retirar do meio ambiente um material altamente poluente e de lenta decomposição. Mas é comum andar pelas vias de tráfego e encontrar pedaços de pneus espalhados. Sinal de que muitos motoristas têm procurado camuflar os pneus carecas com fórmulas mágicas apresentadas pelo mercado clandestino. O barato de agora pode se tornar o caro de amanhã.

A conhecida perucagem é um dos mais utilizados. Trata-se da troca da banda de rodagem, aquela camada do pneu que entra em contato direto com o solo. Como ela é retirada de um pneu e colada em outro, as chances de descolar aumentam a cada quilômetro rodado.

O Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) reconhece apenas três tipos de reparação: a recapagem, a recauchutagem e a remoldagem. Nos três casos, as empresas devem ser credenciadas pelo órgão e seguir as medidas da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas). Então, fique atento!

A partir de agora, não coloque os pneus do seu carro em segundo plano! A garantia de trafegar com segurança depende do tratamento especial que eles recebem.

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